Frei Ángel Herrán fala sobre a pandemia do coronavírus: “Todos somos frágeis diante da doença, ninguém pode se sentir totalmente seguro”.
09.04.2020 - 00:07:43 | 4 minutos de leitura

Fala desde a realidade das ONgs e do Peru
Nicolás Vigo | O presidente de ARCORES Peru, o agostinianao recoleto Ángel Herrán Palacios, falou da pandemia que pôs nervosa à comunidade internacional. Trata-se de um fato sem precedentes. Nestes momentos, ela já se estendeu por toda a comunidade internacional com uma rapidez assombrosa.
Herrán Palacios dirige a filial de ARCORES que tem sua sede em Chota (Cajamarca), uma região que, segundo as estadísticas oficiais, é uma das mais pobres do Perú.
O trabalho que faz aí ARCORES – e antes Haren Alde – é uma grande ajuda para os moradores das zonas rurais que apostam por pedir ajudas econômicas aos Agostinianos Recoletos, antes que ao Estado ou a outras instituições.
Não obstante, durante a pandemia, o governo do Peru está respondendo corajosamente. A ministra da economia, Maria Antonia Alva, disse uma frase que se converteu no símbolo da gestão da crise: “O impacto econômico do que está acontecendo não tem precedentes e o plano econômico que temos que aplicar é um plano sem precedentes”. Por isso, designou US$25.000 milhões para controlar esta crise e mitigar o dia a dia dos peruanos pobres.
É verdade que o Estado peruano soube se colocar na primeira linha de frente, outras instituições até agora não o fizeram. Muitas ONGs foram fortemente criticadas por sua inação para responder ante esta crise mundial. As iniciativas destas ONGs chegaram tarde. Sobre isso, o presidente de ARCORES, responde: “As ONGs atendem aí onde não chega o Estado. Mas o primeiro é o Estado, que recebe nossos impostos, o primeiro que tem que se manifestar. Como aqui, no Peru, por exemplo, o Estado que já tinha dois programas sociais: Juntos e Pensão 65. Agora também foram estabelecidos o subsídio de 380 soles e o último foi uma cesta básica de alimentos com um valor de 100 soles aproximadamente, para os que não possuem nenhuma ajuda. Acho que estes são medidas paliativas”, afirmou.
Além disso, manifestou que ARCORES tem previsto ser protagonista nesta crise, que afeta a muitos países: “Quando já se comprova que a ajuda do governo não chega, então entraremos a intervir nas instituições solidárias. Assim o fizemos, quando faz dois anos, pusemos em ação o programa “Emergência Perú” com a comunidade de “Los Porongos”, e a construção de uma casa caída em Chiclayo e reparação de outras”.
O agostiniano recoleto também indicou que toda a humanidade deve sacar como lição desta doença a superação do individualismo: “Todos somos frágeis ante a doença, ninguém pode se sentir totalmente seguro. Temos de nos apoiar uns aos outros. Todos dependemos os uns dos outros e vamos no mesmo barco. Assim que não podemos ser individualistas nem acumuladores”.
Assim mesmo, o presidente de ARCORES-Peru, confessou se sentir esperançoso, porque ainda em Chota não se tem nenhum caso de COVID-19: “Em Chota, graças a Deus, ainda não chegou o coronavírus. Estamos rezando para que não nos chegue, mas também temos que nos preparar em cada família”, sublinhou.
Igualmente, assegurou que confia nas instituições de saúde peruanas e nas campanhas de prevenção que se iniciaram: “O ministério da saúde com o hospital e o Diretor Sub Regional de Saúde (DISA) devem de tomar todas as medidas e precauções necessárias. Pediram-nos a frequência de lavado de mãos, o isolamento social, o confinamento, pois devemos fazer caso, porque nisto pode ir a vida; e não só a própria vida, senão também a vida dos outros”.
Finalmente, disse que ARCORES-Peru estará atenta a ver como se desenvolve a campanha de prestação de subsídios do Estado e a mesma campanha da prelazia para complementar a ajuda econômica, como o fizeram faz dois anos com Cáritas de Chota (Traduzido por José Maria Naranjo).
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