25 de outubro: São João Stone
25.10.2021 - 14:40:46 | 4 minutos de leitura

Frei José Roberto Mason - Agostiniano inglês, João Stone foi martirizado em Canterbury em 1539. O motivo da execução foi sua corajosa e total repulsa em reconhecer o rei Henrique VIII como chefe supremo da Igreja da Inglaterra. Ele foi enforcado e, a seguir, segundo costume desumano da época, esquartejaram seu corpo e os restos de João Stone foram cozidos em uma caldeira. Na prisão, João Stone permaneceu firme em sua fé. Ele passava horas em oração. Um dia, Deus falou com ele encorajando-o a ter um bom coração e a não desmoronar em suas convicções religiosas.
Quase nada se sabe dos primeiros anos de vida de João Stone ou mesmo de suas atividades como frei agostiniano.
O Parlamento na Inglaterra, no dia 3 de novembro de 1534, aprovou uma lei conhecida como Ato de Supremacia.
Na prática, ela proclamou que o rei Henrique VIII passaria a ser o chefe supremo da Igreja na Inglaterra. Resultou daí o cisma entre a Igreja Anglicana e a Católica.
Aos fiéis católicos, padres e religiosos - o que inclui os freis Agostinianos -, não restou outra alternativa do que escolher uma das três possibilidades:
- jurar fidelidade ao rei e abandonar a vida sacerdotal e religiosa;
- refugiar-se no estrangeiro;
- afrontar o cárcere com grande probabilidade de morte.
Quatro anos se passaram desde a proclamação do rei da Inglaterra como chefe supremo da Igreja quando um oficial chegou em Canterbury para fechar todos os mosteiros e para obter o consentimento por escrito de cada frei no tocante à obediência ao Ato de Supremacia.
O oficial primeiro foi a outros mosteiros de diversas outras Ordens. Então chegou a vez do mosteiro dos freis Agostinianos da comunidade onde João Stone era membro.
Todos os outros membros freis agostinianos assinaram o documento, menos João, que recusou.
O padre e frei Agostiniano João Stone tomou a decisão mais coerente com sua fé, no dia 14 de dezembro de 1538, quando o oficial do rei apresentou a exigência. João Stone recusou-se a aceitar o rei Henrique VIII como cabeça da Igreja.
Ele afirmou que o rei "não podia ser a cabeça da Igreja na Inglaterra já que quem devia ser o chefe da Igreja era um Pai espiritual nomeado por Deus," isto é, o Papa.
João foi preso e jogado na cela na Torre de Londres. Ele permaneceu firme em sua recusa em aceitar o Rei como cabeça da Igreja. Enquanto na prisão, ele passou muitas horas em oração.
Um dia, Deus falou com ele, encorajando-o a ter um bom coração e permanecer firme em sua crença, mesmo que isso significasse a morte. Desde então, João sentiu uma fortaleza maior em suas convicções e fé.
João foi julgado e condenado por traição em 1539. Logo depois do Natal daquele ano - em 27 de dezembro -, uma procissão lenta e lúgubre passou pelas ruas de Canterbury. O prisioneiro João estava sendo levado pela cidade até uma colina para lá ser enforcado.
Depois de morrer por enforcamento, segundo o costume desumano da época, ele foi abaixado da forca, despedaçado e seus restos cozidos em uma caldeira.
No livro de contabilidade de Canterbury aparece a lista das despesas que ficou por conta do caixa comum: a madeira utilizada na construção do patíbulo e a aquisição da corda para o enforcamento.
São João Stone foi beatificado pelo Papa Leão XIII em 1886 e canonizado pelo Papa Paulo VI em 1970. Na beatificação de São João Stone, outros 39 Ingleses mártires - sacerdotes, religiosos e leigos - homens e mulheres - que se sacrificaram pela verdade e unidade da Igreja naquela época foram beatificados
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