A quaresma, tempo de celebrar nossa humildade.
17.02.2021 - 04:00:00 | 3 minutos de leitura

|Frei Helton Pimenta| No Século IV na Igreja de Hipona a Quaresma, além de ser um tempo de viver de modo especial a penitência, principalmente através do “da oração, da esmola e do jejum” (Sermão 208 1-2), era um tempo catecumenal por excelência, pois todos aqueles que se candidatavam para receber o batismo celebrado na Vigília Pascal eram preparados de forma intensa durante estes quarenta dias. A comunidade toda era mergulhada neste espírito de penitência, retiro, oração e preparação para a grande festa solene da Páscoa.
Nos Sermões que Agostinho faz como bispo nos inícios da quaresma aparecem várias orientações sobre como os fiéis devem viver este tempo de penitência e conversão que também são úteis em nossos dias. Ele exorta os fiéis a absterem-se do vinho; a quantia que é economizada com a prática do jejum deve ser acrescentada às esmolas, de forma que o jejum tenha também o seu lado caritativo; não se deve trocar a carne por alimentos que são mais custosos e saborosos, porque o jejum não é trocar um prazer por outro maior; lembra aos fiéis que todos os alimentos são puros, mas que em ninguém é puro a gula ou o excesso; pede também que todos façam também um jejum de discussões obstinadas e discórdias, pois a conversão do coração deve acompanhar os ritos e práticas celebradas. (Sermão 205)
Para Agostinho a quaresma é um tempo em que se simboliza nos ritos e práticas a humildade que sempre devemos trazer em nosso coração, por isso a chama de “tempo de nossa humildade” (Sermão 206,1). A oração, o jejum e a esmola verdadeiros supõem a humildade. Na quaresma nos aproximamos do dia em que o Mestre da Humildade humilhou -se a si mesmo fazendo -se obediente até a morte, e morte de cruz (Flp 2,8). Este é o tempo em que a Igreja, corpo de Cristo estendida por toda a Terra, com o coração apertado, com práticas que simbolizam sua humildade, celebra a humilhação do Senhor, faz jejum e chora, porque o Esposo lhe está sendo tirado. (Mt 9,15) (Sermão 210)
Nos Tratados sobre o Evangelho de São João 25,16 Santo Agostinho nos diz que toda a nossa humildade está em que nos conheçamos a nós mesmos, que aceitemos que somos seres humanos limitados, em que façamos a vontade de Deus, pois a soberba é fazer de modo egoísta a própria vontade. Cristo é o mestre da humildade e nós devemos seguir seus passos, que nesta quaresma possamos celebrar na liturgia e na vida está verdade fundamental de nossa vida cristã.

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