Beata Madalena Albrici
17.07.2021 - 04:00:00 | 4 minutos de leitura

Considerando uma de suas maiores satisfações pertencer à Ordem, foi uma admirável promotora da vida agostiniana. Ela jamais pedia a outros para fazer qualquer coisa que ela mesma não tivesse feito.
Madalena Albrici nasceu em Como (Itália) por volta de 1415. De família nobre e abastada, e por causa da fé religiosa da família, seus meios financeiros e posição social, os pais de Madalena puderam proporcionar-lhe uma boa educação cristã.
Quando tinha 20 anos decidiu entrar para a vida religiosa movida pelo grande amor que sentia pelo Senhor. Seu plano inicial de ingressar em outra comunidade mudou depois que ela escolheu ingressar em uma comunidade mais pobre e remota que seguia a Regra de Santo Agostinho. Essa comunidade ficava num local chamado Brunate.
As vocações aumentaram e a comunidade cresceu com a admissão de várias jovens. Cresceu a tal ponto que transformou-se em um mosteiro e recebeu o nome de Santo André.
Madalena Albrici desejava que as irmãs fossem aceitas oficialmente na Ordem de Santo Agostinho. Seu desejo de que o mosteiro fosse incorporado à Ordem Agostiniana foi realizado em 1455.
Assim, em 1455 a Congregação Agostiniana da Lombardia aceitou a jurisdição da comunidade. Tal fato foi aprovado definitivamente pelo Papa Pio II no dia 16 de julho de 1459.
Madalena considerava uma glória pertencer à Ordem Agostiniana. Enamorada da espiritualidade agostiniana, ela foi uma promotora das vocações à vida religiosa por causa de seu zelo, exemplo, instrução e inspiração.
Madalena Albrici tornou-se uma admirável propagadora da vida Agostiniana em toda a Lombardia. Muitas mulheres (e homens também) se tornaram afiliados aos agostinianos por causa dela.
Graças à sua ação, muitas consagradas que tinham vida comum, passaram à vida religiosa da Ordem. Desta forma cresceu de forma notável a família agostiniana com o acréscimo numérico considerável de vocações e mosteiros.
Madalena incitava constantemente às irmãs de comunidade para serem cada vez mais santas. Mais que pedir, ela vivia isso por palavras e exemplos. Ela reavivou a simplicidade e a austeridade nas comunidades religiosas de sua área. Ela obtinha sucesso pois jamais pedia a outros para fazer alguma coisa que ela mesma não tivesse feito.
Seu modo de ser e o que ela exigia das irmãs pode parecer difícil pelos moldes de hoje em dia. No entanto, sua inteligência e senso prático, combinados com seu forte espírito religioso, eram atrativos para os de sua geração.
Madalena foi abadessa (superiora) quase toda a sua vida. Tal responsabilidade ela manteve, exceto por breves intervalos, até a sua morte. As irmãs que com ela conviviam eram aconselhadas à sempre preferir o caminho da humildade.
Madalena mesma preferia ser súdita que superiora. Como superiora, ela preferia servir e não ser servida. Preferia obedecer que mandar. Mesmo com o cargo de superiora, sua atitude foi de serviço às irmãs e não de uso da autoridade e do poder.
Madalena era também uma mulher sensível e prática e que possuía um talento natural para os afazeres domésticos.
Ela foi uma mulher de grande amor e uma visão singular que inspirou outros pelo seu amor não egoísta e devocional aos doentes e necessitados. Isso foi uma inspiração para todos. Sobressaiu-se na pureza de vida e na caridade com todos. Ela era procurada para dar aconselhamento espiritual e teve uma grande influência no espírito religioso de seu tempo.
Atribui-se a ela a fundação e promoção de uma fraternidade de agostinianos seculares em Como.
Sua devoção à Igreja e sua aliança com o Bispo de Roma durante um período de agitação e cisma na Igreja, juntamente com seu firme compromisso e renovação da vida religiosa, também são marcas especiais de sua vida.
Em seus últimos anos de vida, ela mesma sofreu de uma séria doença. Isso a debilitou por anos, o que fez com que limitasse grandemente sua participação nas atividades da comunidade.
Depois de brilhar por suas virtudes, ela morreu em maio de 1465, provavelmente no dia 15.
O número de fiéis que vieram para venerar seu corpo e procurar sua intercessão foi tão grande que seu enterro teve de ser atrasado por oito dias.
São Pio X confirmou seu culto em 1907.
Quando as freiras de Santo André partiram de Brunate para se juntarem ao mosteiro de Santo Julião perto de Como em 1593, o corpo de Madalena foi também transferido e agora seus restos conservam-se na Catedral de Como onde ela ainda é venerada por fiéis. A Família Agostiniana lembra Madalena no dia 17 de julho.
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