Homenagem da FSAR - Belém aos fraternos Diomério Coelho Serrão e Maria do Socorro S. de Figueiredo - pai e Filha.
28.04.2021 - 05:00:00 | 3 minutos de leitura

Irsef Ivan Araújo Souza | O tempo, em si, já guarda surpresas entre o hoje e o amanhã. Hoje estamos aqui, lendo, falando, conversando, enfim, vivendo. Mas amanhã? É um santo mistério. E nestes tempos de pandemia, as surpresas estão potencializadas. As notícias de mortes não param de chegar. De parentes, amigos, colegas de trabalho, simples conhecidos, famosos ou não.
Os dias 13 e 17 deste março de 2021 foram intensos para uma família amiga de longuíssima data, os Serrão. Perderam dois membros muito caros àquele grupo familiar, o Diomério e a Socorro, pai e filha, ambos vítimas da maldita Covid-19. Um duro golpe no curto espaço de cinco dias. O
O casal Diomério e Laura, há mais de quarenta anos, são duas pessoas muitíssimo conhecidas na comunidade paroquial de São José de Queluz, pela extensa folha de bons serviços ali prestados. E tudo começou no Encontro de Casais com Cristo (ECC), na segunda metade dos anos setenta. Palestras, coordenação de equipes, coordenação de Ecc, participação como dirigentes (Equipe dos 5), foram missões bem cumpridas pelo casal. Depois vieram os Cursos Preparatórios para Noivos, Pastoral Familiar, entre muitas outras ações evangelizadoras. Até que em 5/5/1982, a convite do saudoso Frei Dionísio Pastor Bueno, OAR, Diomério e Laura aceitaram o desafio para, com outras pessoas, fundar, estruturar e integrar a Fraternidade Secular Agostiniana Recoleta – FSAR, em Belém. Diomério sempre foi uma pessoa marcante, seja pelo bom humor, sempre rindo e fazendo rir, seja pelo profundo conhecimento que tinha da Palavra de Deus. Obviamente, como todos nós, também teve suas fragilidades, mas, sem dúvida, foi uma boa pessoa, um bom pai, um bom amigo.
A minha irmã e amiga Socorro, juntamente com seu esposo Olivar, fez um caminho na Paróquia de Queluz muito parecido com a dos pais, Diomério e Laura. O casal Olivar e Socorro também iniciou a caminhada em Queluz por meio do ECC, onde contribuiu muito, além de participar dos Cursos Preparatórios para Noivos, Pastoral Familiar, Festas de São José e Santa Rita, entre outros. Depois também o casal ingressou na família agostiniana, fazendo parte da FSAR-Belém. A Socorrinho (como era carinhosamente chamada) tinha uma alegria permanente. Sempre sorrindo e brincando levava a vida, apesar dos percalços do dia a dia. Era determinada em tudo. Com uma personalidade forte, mas com um coração muito amoroso, às vezes sacrificava a si mesmo para ajudar a quem precisava. Era o jeito de ser dela. E isso lhe custou a saúde, em todos os seus aspectos. Socorrinho era, ao mesmo tempo, um furacão e uma suave brisa.
Diomério e Socorrinho, pai e filha, eram tão unidos que morreram para este mundo sem que um soubesse da passagem do outro. É que o Diomério já estava internado quando a Socorro veio a óbito e, por isso, foi poupado dessa triste notícia. Segundo a nossa esperança, devem ter se surpreendido ao se encontrarem lá do outro lado. E, certamente, riram e se abraçaram, e, para não variar, fizeram piada um do outro. Era o jeito deles. Que Deus, na sua infinita misericórdia, os tenha recebido para o gozo da Vida Eterna. Amém!

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